Sessão 2

17 a 23 de janeiro de 2013 - online

Conteúdos:
  • A Biblioteca Escolar no contexto de mudança
  • Perfil e funções do professor bibliotecários
  • Programa para o desenvolvimento da literacia da informação

Proposta de tarefa a desenvolver (Fórum 2) 

Efetuar uma reflexão, tomando por base o referencial "Aprender com a Biblioteca Escolar",  páginas 15 e 27-32,  sobre o trabalho que tenho realizado, no sentido de desenvolver nos alunos práticas de literacia da informação. Deveriam ser apontados aspetos positivos e constrangimentos.


Execução:





Identificar, localizar, avaliar, organizar e criar, utilizar e comunicar

A leitura do enquadramento do referencial “Aprender com a Biblioteca Escolar” -Enquadramento e conceção, páginas 15 e 27 a 32, leva-me a concluir que tenho contribuído pouco para o desenvolvimento da Literacia da Informação nos meus alunos, pois, lidos os conhecimentos ou capacidades que estes devem adquirir, verifico que tenho ainda um longo caminho a percorrer, apesar de ter feito já algum trabalho neste sentido e de pretender continuar a fazer.

Quando penso em Literacia da Informação, penso também em competências digitais, que hoje são indissociáveis ao tratamento da informação. Neste âmbito, em anos transatos, entendi que deveria começar com os alunos da minha da minha direção de turma, procurando levá-los ao desenvolvimento de competências digitais, seguindo as propostas do plano de atividades da Biblioteca Escolar, designadamente a criação e gestão de uma conta de correio eletrónico, a anexação de ficheiros a uma mensagem, assim como outras funcionalidades (googledocs). Refira-se que, quando os alunos trabalharam com o googledocs, deram mais importância ao chat do que propriamente ao trabalho que deveriam realizar. Levei também acabo sessões de alerta para os procedimentos de segurança a ter em conta na utilização da Internet, concluindo com a participação em jogos on-line na página SeguraNet (www.seguranete.pt). Esta atividade foi do agrado dos alunos, pela forma lúdica como decorreu, e manifestou-se profícua, no sentido de que alguns alunos ficaram alerta para situações que desconheciam. Os alunos demonstram ter facilidade em desenvolver estas competências, fazem-no intuitivamente, contudo, quando lhes foi solicitado que acedessem novamente ao correio eletrónico, muitos já não se lembravam de como fazê-lo e também não se lembravam de que tinham registado as instruções no caderno. Esta situação, em alguns alunos recorrente, impediu que os mesmos fizessem progressos efetivos, já que ou não realizavam as tarefas propostas durante a semana ou era necessário repetir todo o processo. Então, sente-se a “falta de espaço e tempo” no currículo, porque há um programa para cumprir. Uma das oportunidades que aproveitei foram as aulas de Formação Cívica, com apenas 45’ por semana, mas que obrigavam à mudança de sala, solicitada atempadamente ao colega que tinha aulas numa das salas TIC, mudança que nem sempre se conseguia. A BE da minha escola tem recursos disponíveis, mas as condições para atender a todos os alunos em turmas grandes, por vezes dificulta a tarefa. Mas também aqui, mais uma vez, se esbarra no tempo, porque na área de Formação Cívica também há temas obrigatórios a abordar.

Por outro lado, penso que o desenvolvimento da Literacia da Informação obriga a uma grande articulação entre as diversas disciplinas, uma vez que requer um vasto leque de saberes transversais, o que nós professores ainda temos alguma dificuldade em gerir (apesar de realizarmos atividades em que várias disciplinas colaboram). Talvez precisemos de sair mais da sala de aula e efetuar um trabalho mais colaborativo e partilhar o que sabemos e fazemos.

A minha BE tem um plano de atividades para o desenvolvimento da literacia da informação com o qual me disponibilizei a colaborar. Ainda que sendo imigrante digital, domino com alguma facilidade a linguagem, pese embora não esteja completamente adaptada aos novos hábitos e em alguns aspetos ser tradicionalista, particularmente em relação ao Facebook, utilizado para abordagens pessoais e íntimas, e ao uso excessivo e indiscriminado do telemóvel.
 

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